Poeta e arte-educadora "Pássaros criados em gaiolas não acreditam em seus vôos"
domingo, 17 de junho de 2018
sábado, 16 de junho de 2018
terça-feira, 22 de setembro de 2015
Cale-se
Eram tantos os pedidos, como piso da sala revestido de mármore, o aplique na parede de papel europeu que custou os olhos da cara.
Insistia, sem recursos, em manter essas efêmeras eternidades materiais, que rodeiam a humanidade, são tão efêmeras. Ela refletiu sobre os sete pecados capitais expostos ao extremo, os excessos nascem dos olhos, pensou.
- Mas e a ética? Ética é sentar no agora, resolver tudo cara a cara, olho no olho, com um monte de papéis empilhados à frente e justificar os gastos, e não insistir em justificativa eloquente.
A partir de agora, nem passe por mim, ela pensou, mas não falou, e baixinho sussurrou: - não fixe seus olhos sobre mim, pois mesmo com toda a frustração, diante das expectativas, se persistires, haverá entrega.
Todas as noites, com amargura, ela, enchendo-se de vinho e psicotrópicos, tenta entender o que transcende com as linhas dos hemisférios imaginários, da tênue vingança, da verdade escondida, exigências do clichê barato: - a paixão, não há educação sentimental.
Ele justificou-se pela ausência de luz no dia do seu nascimento, o berço repleto de almofadas de cetim com bordados de sesmarias.
Como num desentendimento, demonstrando fragilidade, pedindo colo e uma nova chance, ficou com os olhos perdidos, num grande vazio.
Não sei onde vai dar esse caminho, mas deve ser para o glamour, conceitos de posse e propriedade privada, interpretação como esta muitas vezes ocupam os melhores lugares e com plateia, expondo os sentimentos para além das quatro paredes.
Por favor, cale-se; disse eu, para mim mesma: - beba isso, tomei mais um gole, virei de lado, e, uma lágrima escorreu sem esforço, pela decepção.
sábado, 13 de junho de 2015
A quinta essência
Que o cavalo não me passe selado,
que o amor não me venha velado,
que a vida possa, em um sopro, me deixar
sempre no confortável.
Postura de transitar nos caminhos
onde a crença seja a liberdade múltipla.
Por que o céu e o inferno dão a transparência às coisas,
Mas de todas as apostas que temos que fazer,
que sejam estas, no mínimo, as verdadeiras.
Só assim, a liberdade com certeza
será imbuída de coragem,
para não replicar com a impotência
o sentimento de falta de tesão.
Que eu seja, sim, uma expedicionária,
com crença o suficiente
Para não castrar minha essência,
E me apaixonar, sim,
sempre que por mim passar um cavalo bravo.
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Sonhos
Caminhamos para o entendimento,
na contramão do que é estabelecido.
Um certo isolamento,
nos mantêm na resistência, incorrendo
aos erros da ignorância.
Do entendimento imposto,
temos a desinformação.
Os meios ainda a projetam confusão,
sob a mecanicidade da ótica do poder,
o negacionismo, essa é a falácia da meritocracia:
- Desfazer sonhos.
Aprendizado
Encantamento
Além de nós
terça-feira, 9 de junho de 2015
Luxuria
domingo, 7 de junho de 2015
Diante do espelho
sábado, 6 de junho de 2015
A Arte
sexta-feira, 29 de maio de 2015
O caminho
quinta-feira, 28 de maio de 2015
E assim foi
Regra
terça-feira, 26 de maio de 2015
Sem encaixe
domingo, 24 de maio de 2015
Translúcida (poema dedicado a minha amiga Cleuza Santos Almeida)
Sem reservas
se a noite dorme em meus braços toda vez
que eu penso em sair.
Sabia que há horas sem fim em meu relógio
e nem mesmo sei o peso que isso tem?
Deve ser porque dei tempo demais pra mim,
e descobri que ele é um ladrão de corpos.
O que é estar pronto?
É não cometer nenhum deslise,
ou é acontecer em cada segundo?
Se você quiser ter um bom romance comigo
tem que estar disposto em pular o cercado
e olhar para a lua sem piscar,
pois agora é tarde.
Eu já não posso segurar o vento,
só posso observar as folhas e o céu cinzento.
Porque ir para o lado mais fácil
é roubar o relógio da mão do tempo,
e lamber as cerejas do bolo,
ou ainda esquecer a falta que tantas coisas
faz em mim, como a coleção de palavras
que guardei sob a pele, quando no ultimo outono
eu desfolhei no vento com tanta sinceridade.
Não me guardei em potes como conserva,
apenas vivi todo o amor que poderia sentir
sob o tempo que fiz de mim sem reservas.

















