domingo, 24 de maio de 2015

Translúcida (poema dedicado a minha amiga Cleuza Santos Almeida)





Há pessoas que nascem com um
a genética distinta,
pode a condição de vida a limitar em compartimentos,
etiquetas e citação de regras,
mas como uma planta daninha, aflora.
Para estes subjugados pela ditadura da ordem,
qualquer fresta é um sinal de liberdade.
Controlar é impossível, já que o estado de felicidade,
transmuta a própria consciência em vigor de juventude.
O perigo está em apenas gostar:
do amarelo, laranja, vermelho, das cores quentes,
em seu corpo de estrelas;
única medida gravitacional que às orientam.
As ilusões são os caminhos,
estes seres não se abalam com seu entorno,
já que seu brilho dissipa a escuridão.
E da vida, apenas uma regra: acreditar no impossível,
que são estes inebriante raios indomáveis,
uma eletricidade de alta voltagem,
que as conduz para além da estética,
à integridade absoluta do ser.
Pois desta vida: se há salvação?
Salvam-se apenas os que acreditam em si mesmo.