sábado, 13 de junho de 2015

A quinta essência


Que o cavalo não me passe selado, 
que o amor não me venha velado, 
que a vida possa em um sopro me deixar 
sempre na confortável 
postura de transitar nos caminhos 
onde a crença seja a liberdade múltipla. 
Por que o céu e o inferno dão a transparência às coisas, 
e o amor a ternura da vida. 
Mas de todas as apostas que temos que fazer, 
que sejam estas no mínimo as verdadeiras.
Só assim, a liberdade com certeza 
será imbuída de coragem, 
e eu só peço a coragem, 
para não replicar com a impotência
 o sentimento de falta de tesão. 
Que eu seja, sim, uma expedicionária 
com crença o suficiente
 para não castrar minha essência, 
e me apaixonar sim, 
sempre que por mim passar um cavalo bravo.