Pensei que o tempo fosse quadrante lógico.
Quando vi a magia que se empilhava,
vinda das bonecas em mãos.
Senti nas pontas dos dedos os fios presos,
em espirais se contorcendo para sair por aí:
- A rua me povoa. Como gentes nos corredores em fila, como água em cima dos seixos,
repetidamente brincando sobre mim.
É uma história escrita com fumaça,
no sopro da saudade, labirintos, no mundo dos paralelos,
nos infernos de Dante.
- Porque o segundo é eterno
e o tempo tão curto?
- Quem puxa o fio das mãos de Ariadne
para que se perca o Minotauro?

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