sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Mãos de Ariadne



Pensei que o tempo fosse quadrante lógico.
quando vi seus cubos mágicos que empilhavam
com maravilhas de bonecos em mãos.
Descobri então nas pontas dos dedos fios presos
e os espirais se contorcendo pra sair por aí.
- Porque faz de conta que me povoa?
Como gentes nos corredores em fila,
como água em cima dos seixos,
repetindo, repetindo e brincando sobre mim.
É uma história escrita com fumaça.
Num sopro a saudade veio,
divagando por labirintos,
no mundo dos paralelos,
nos infernos de Dante.
Nunca um segundo foi tão eterno
e o tempo tão curto.
- Quem puxa o fio do tempo das mãos de Ariadne;
pra que se perca o Minotauro?