Poeta e arte-educadora "Pássaros criados em gaiolas não acreditam em seus vôos"
terça-feira, 21 de junho de 2011
Criatividade
A subjetividade pode alcançar caminhos
provocando sensações criativas.
Os pés alcançam as portas,
as mãos as janelas
e a visão o mundo.
provocando sensações criativas.
Os pés alcançam as portas,
as mãos as janelas
e a visão o mundo.
Mentiras
Perto de mim mora um demônio
ele vive visitando a minha casa
escondendo o rabo embaixo
dos moveis da minha sala.
Cochicha coisas ao meu ouvido
me enganando sempre, com mentiras santas.
ele vive visitando a minha casa
escondendo o rabo embaixo
dos moveis da minha sala.
Cochicha coisas ao meu ouvido
me enganando sempre, com mentiras santas.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Bonecas
galos e serpentes.
A vida acorda a bailarina
que represa a água
numa bacia de louça.
Bailarinas com corda
somem no horizonte.
A água circula viva
banhando pavões,
galos e serpentes.
Bonecas não morrem
mais quebram.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Sonhos
Em minha memória
tem o primeiro beijo
o primeiro cheiro
a primeira virada
da minha vida
e minha ancestralidade.
Tem minha calma
minha espera
e minhas conquistas.
Eu ainda durmo
em cama de linha,
cadeira de balanço
e tapete de plumas.
Faço canção todo dia
para deixar mais leves
meus dias.
Acaricio meu ego
permito minha dança
e viajo nas lembranças
que insiste em percorrer
o meu corpo,
minha loucura,
e minha visão de menina.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Garantia de vida
nas ruas passam carros devagar.
Eu sustento minha vida
como uma bailarina na corda bamba.
Mas que bom que minha luz não apagou
como uma bailarina na corda bamba.
Mas que bom que minha luz não apagou
e ainda sei dançar sob a luz da lamparina.
O meu pulso mantém meu corpo aquecido
e eu somente ouço o compasso do meu coração
que ainda pensa nas possibilidades
como parte da minha inconsequência,
como parte da minha inconsequência,
pois nem tudo eu sei.
Como garantia de que não estou sumindo,
observo as libélulas, pra ver os círculos
se abrirem nas xícaras de chá,
que mantém meu pulso aquecido.
observo as libélulas, pra ver os círculos
se abrirem nas xícaras de chá,
que mantém meu pulso aquecido.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Insônia
devem sofrer de insônia,
como eu.
como eu.
A noite enquanto aqueço
meu chá,
eles estão lá,
batendo panelas.
sábado, 26 de dezembro de 2009
Delicadezas
sua fortaleza toquei-a esta noite,
registrei seu corpo no meu,
fritei meus estalados seios em tuas mãos, fui você.
Aquecemos nus, perseguimos os corpos
entre tantos mortos irreconhecíveis.
Calmamente jantei
o momento esperado para não te violar,
para não abordar-te suspeito.
Repousei minha imagem num sólido pertence,
senti-me feliz em teus traços
e me conduzi suave ao teu alcance.
Tornei o imprevisto ao curso certo,
apreciei suas costas, seus defeitos,
na delicada pluralidade do momento.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Beijo na nuca
Beijo na nuca.
Permites? Com licença.
Beijo na nuca de lábios secos.
Provoca? Se sente.
Beijo na nuca tchau rápido.
Tem dose?
Não, é tiro dormente.
- Dormente ou quente?
Oscila.
O Beijo na nuca é seu só seu.
Mas não viril,
possesso, escandaloso.
Beijo na nuca – doido,
intermitente peso de papel.
Abandono
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Atravessei o pátio
com suas risadas
que se difundiam em sinais de outono
e olhares de arrependimento.
Tipicamente me vesti
sob olhos comuns de antevéspera.
Almocei na companhia de algumas formigas
que silenciosamente sapateavam em meu prato.
Esqueci-me no elevador dizendo:
- não tenho tempo... não tenho tempo...
Poderia esquecer tudo mas a respiração
fazia uma pulsação frenética,
o corpo recusava qualquer gesto de espera
e mais frequentemente eu me entregava.
que se difundiam em sinais de outono
e olhares de arrependimento.
Tipicamente me vesti
sob olhos comuns de antevéspera.
Almocei na companhia de algumas formigas
que silenciosamente sapateavam em meu prato.
Esqueci-me no elevador dizendo:
- não tenho tempo... não tenho tempo...
Poderia esquecer tudo mas a respiração
fazia uma pulsação frenética,
o corpo recusava qualquer gesto de espera
e mais frequentemente eu me entregava.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
No meu jardim (Para Sandra "Drão")
No meu jardim haviam muitas árvores,
elas perfumavam e movimentavam
a luz pelo jardim em cor.
O aroma que vinha de lá... então...
era do piso verde do jardim,
por onde passeavam lagartas coloridas
à espera de seu vôos mágicos.
Lá ninguém omitia sua natureza!
E eu, me permitia respirar...
me encantar,
me transformar
e viver!"
Sabedoria da infância
Ser criança é brincar com a natureza.
Há de se refletir porém sobre o meio social,
em sua reprodução.
Observar sua espontaneidade
é intimar o íntimo em se manifestar
consigo mesmo.
Ser criança é sorrir sem crédito,
é amar sem débito,
é alicerçar a vida no tanto que a vida dá...
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Essencial
![]() |
| Fonte: http://www.bloginvoga.com/2013/07/20/vogue-coreia-agosto-2013-lee-hyun-yi-lee-hye-jung-e-mais-por-kang-hyea-won-editorial/ |
Há os que dizem da pureza íntima,
sem esquivar-se das essências
e procedências reais.
Há os que pressentem as tendências
de casos cheio de descaso e rivélias.
Mas há os que meramente deixam ser,
ser puramente na distinção dos olhares,
nobreza que envolve sutilmente com delicadas notas
Há os que pressentem as tendências
de casos cheio de descaso e rivélias.
Mas há os que meramente deixam ser,
ser puramente na distinção dos olhares,
nobreza que envolve sutilmente com delicadas notas
os dizeres sem palavras,
aprofundados em observações.
Desgosto
Toda poesia vazou pela pia.
Irônica pia, condutora.
Gotas de esgoto irônico.
Desgosto de pia condutora.
Errôneo pulso, entupido goteja fraco.
Pia branca, sumindo,
na vertigem que me assombra.
Banheiro fechado, clausura.
Compartimento, entendimento,
pia gotejando, transborda.
Lavo meu rosto, minhas mãos,
não posso perder minha estima.
O desgosto, lavo,
lavo, espuma, espuma.
Você bem que podia
dar-me um pouco de teu osso
para eu seguir com minhas pernas agora.
Adormecida
Umidade
Língua, dedos.
Podemos ver toda a pele despida
e tocar calmamente sentindo a umidade,
os sons e o cheiro.
Língua se arrastando,
saliva engolindo o gosto e o sal dos dedos.
saliva engolindo o gosto e o sal dos dedos.
Podemos ver toda a pele despida e tocar calmamente,
sentindo a umidade e refazer o caminho por horas,
procurando sempre, até atingir na exaustão,
o aconchego dos dedos, da língua e da pele nua.
Extremos
Procurou as cores
para se livrar do lado escuro da solidão,empilhou lado a lado seus lápis de cera coloridos: - que brilho!
Continuou seu raciocínio, postando o corpo bem agasalhado
na mesa redonda, ocorriam-lhe pensamentos de atitudes
pouco sociáveis, nunca escondeu de si verdades,
tinha o prazer de provocar suas feridas
só para machucar e sentir seus extremos.
O ser humano, divagou: - é composto de uma particularidade frágil,
temperamental, entre eles há uma coisa animal
capaz tanto de preservar como destruir a espécie.
Nada se tem de certezas,
sabe-se porém, que suas relações não são tão fiéis
e duradouras apesar de sua extrema peculiaridade desejável.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
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