segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O martelo e a bigorna


O artista forja a chapa fria batendo
com a bigorna para moldar o metal.
Para ser um forjador de metal
tem que ser preciso,
nem forte, nem fraco,
sulcar na medida o imaginado
ou contar com os imprevisto
das grandes dificuldades.
É a arte e o criador
num momento único em simbiose plena.
O tempo urge dentro do inanimado,
do universo criativo e amoldam o fato.
Entre a bigorna e a chapa:
o tempo, o ouvido e o sentimento,
formando uma trilogia perfeita
necessária do arrefecimento
e o calor retomado pela pólvora
e o universo aquecido pelo movimento preciso.