sexta-feira, 10 de abril de 2015

Acordada

Utopias ou realidade?
Era digital que consome o mundo por utilidades.
Sucesso, devaneios, são quereres.
Somos mais que ferramentas
deste mundo que criamos e recriamos,
esquecendo de nossa humanidade.
Somos o convexo das emoções,
o saco dos caranguejos amarrados
querendo escapar para liberdade
e que se chocam em sua casca dura.
Somos o avesso, a deformidade, a leveza também.
Quem garante neste espaço do tempo em que vivemos,
que, a vida que assumimos está certa ou errada?
Parte de nós naufraga sempre depois de uma realização.
A dureza da vida trás-nos a traição das incertezas.
Concorremos não só com os espaços,
mas com a vida que está dentro de nós que tem seu limite de tempo.
Procuramos reproduzir na incansável busca sem fim
dentro de seu próprio tempo limitado.
Tocamos caminhos levados pelos pensamentos e emoções.
Hora e meia voltamos ao coração,
cabeça, pulso, respiração,
na oxigenação das células
como pensamento primário.
O mundo respira o que é criado,
sem saber que o que se cria é realmente útil.
Utilidade? Essa efêmera criatura criada por nós mesmos.
Logo a revolução está em trocar esta palavra,
mesmo que escondida em paraísos,
quem dera fosse essa a premissa de todas as horas,
e não o desejo apenas pelas realizações.