sexta-feira, 3 de abril de 2015

Caixa de Pandora

E se couber, coloco tudo na caixa de Pandora,
já que os reflexos condicionados entre o claro e o escuro
sempre me convencem a manter o equilíbrio.
Não aposto mais nas fragilidades instáveis do dia-a-dia,
não que isso não seja necessário,
é que hoje já não há mais a certeza de quem somos,
pois estamos espalhados pela cidade,
sempre estereotipados por algo que nem se quer nos identificamos,
apenas criamos e recriamos.



Blog para divulgação de eventos e espetáculos realizados no Teatro Universitário Cláudio Barradas (Pará)

Ser poeta

Para ser poeta não tem receita, deve ser uma falta ou combinação genética, é ter gosto por aquilo que a maioria nem se quer contempla. Ser poeta é ser um espiador, um louco varrido que faz caminhadas conversando consigo mesmo. É ser insuportável e mesmo assim amar a humanidade, a liberdade e a vontade legítima em estar, simplesmente estar, é o que o senso comum chama de ócio.

domingo, 25 de janeiro de 2015

La partenza

As torrentes atemporais
movimentavam massas.
Minha pessoa estava cru,
tinha uns verbetes em italiano na mala
e o coração cheio de vaidades satisfeitas.
As moléculas transitavam muito mais quentes
por minhas emoções viajavam.
Tudo parecia uma questão óbvia,
eu mantinha uma ansiedade morna.
Pensei várias vezes em que levaria para esta viajem, 
tentei me colocar a vontade com o tempo.
Mas ao toque da maçaneta do meu quarto
eu pude perceber que as emoções estavam diferentes.
"Sgonfio e pieno, essere l'ora".
mas nem sempre é estar totalmente pronto.
Precisava urgentemente me sentir comum,
porque tudo estava um pouco pesado. 
Pensei no vinho, na macarronada, 
e tentei me abstrair na leveza.
Programei despedidas,
passei a tarde com minha mama,
e senti a força que vinha dela. 
Tomei um porre e relaxei na poltrona
me acomodando num novo formato agora.

quinta-feira, 10 de abril de 2014